segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ESCOLA?EU ACREDITO...

Eu acredito na formação de um educador não medíocre.

Acredito na possibilidade de sermos "o além" de tia, professora...

Mas,acredito antes,ser capaz de desconstruir a idéia de que " é preciso ter vocação",para " é preciso ter sangue no olho",no sentido de enfrentar dentro da ética o NÃO à mudança para melhor.

Acredito na escola sem interesses de Gransci,na escola livre de Montessori,na escola com envolvimento de emoções inspiradas por Wallon.Na escola como a descrita por Freire: com compromissos com o Aprender para Ensinar, sem mandonismo,geradora de autonomia por não "miopizar" por ideologias que violentam as mentes afirmando que nossa passagem por esse mundo é pré estabelecida pelo contexto social que vivemos.

Acredito na escola com educadores que antes de tudo entenderam a si mesmos percebendo o quanto ainda não sabem o suficiente para educar. Que estudam e estudam,sabendo deste conhecimento insuficiente para educar de forma suficiente.Mas que ainda assim, não desistam de fazê-lo.

Acredito na escola com educadores não encaixados, que se reconheçam como mudança, imponderados, empolgados...

Eu acredito na escola.

Clara.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Referenciais teóricos - Fundamentos do Ensino Fundamental

Os conceitos sobre educação de cada pensador tornam-se referenciais para a reflexão sobre a prática educativa. Essas questões são muito relevantes na preparação para concurso público para professores.
A prática escolar depende da visão de sociedade, visão de educação, e visão de sujeito, como explica Freitag (2005, p. 15)

Jean – Jaques Rousseau

De acordo com as idéias de cunho naturalista de Rousseau, a criança nasce um ser com características de bondade. Não há mal inato, porém, ao se socializar passa a se constituir possibilidades de serem corrompidas. Rousseau também diz que a criança tem potencialidade natural tanto para seu desenvolvimento quanto para evitar ser influenciada pelo mal social, portanto,a criança não deveria ser forçada a aprender se esse não for seu tempo.O pensador destaca as etapas do desenvolvimento da criança sendo: Infância de 0 a 5 anos, quando a criança precisa de cuidados especiais às necessidades físicas (desenvolvimento muscular) e emoções,Meninice de 5 a 12 anos quando devemos nos preocupar com a formação do caráter e habilidades sensoriais, Adolescência inicial de 12 a 15 anos,Adolescência posterior e Idade da Humanidade.Rousseau ia contra as idéias de Platão de homem racionalista e de homem conhecedor do bem e do mal segundo São Tomás de Aquino,devendo a educação ser um fenômeno espontâneo e livre de força.

JOHANN HEINRICH PESTALOZZI

Descreve o homem como um todo em que as partes devem ser desenvolvidas.Assim como Rousseau,suas idéias são naturalistas em que a educação deveria ser o mais natural possível para as crianças em que constituísse um ambiente de muito amor e cuidado que tivesse contato direto coma natureza.De acordo com Pestalozzi,as atividades aplicadas com as crianças deveriam desenvolver sua estrutura sensorial,usando musica,artes e brincadeiras de forma interdisciplinar aos conteúdos didáticos de acordo com a capacidade da criança.Ele destacava a importância da relação mãe e filho no desenvolvimento infantil,bem como com os demais membros da família e o restante que a cerca,bem como com o educador.Nesse contexto,sua idéia passou a ser conhecida como “METODO GERAL” em que o ensino deve ser levado em uma seqüência de começar pelo que é considerado mais fácil para o que é mais difícil.

O que observei nas idéias de Pestalozzi é que seu método de ensino é vertical. Sempre de professor para aluno.

Friedrich Fröbel

Considerado o pai do jardim de infância por criar o termo, tem como inspiração a comparação que fez entre a criança e uma planta em crescimento, em que ambas precisam de cuidados similares desde pequenininhos: assim como um ambiente adequado para a educação,as crianças necessitam de atenção alimentar. Dá muita importância ao brincar na educação infantil afirmando que através a criança é mais capaz de expressar sua naturalidade, haja vista as brincadeiras favorecerem um aprendizado com mais liberdade porque assimilam a simbologia do brinquedo com suas situações reais. Fröbel não deixa de destacar que a boa formação dos educadores é de necessidade incontestável e que o cuidar e educar de uma criança são missão divina da mulher.

Maria Montessori

Maria Montessori é conhecida como uma mulher revolucionária em sua época.Seus trabalhos com crianças especiais eram de sucesso reconhecível pelo carinho de nunca diferenciá-las das crianças “normais”.Hoje os métodos montessorianos são sempre vistos em instituições voltadas à educação infantil,por ter inovado a maneira de percebr as crianças,de reconhecê-las,de lidar com suas fases,bem como a atenção dada aos cuidados com o ambiente e tudo que as cercam para melhorar seu desenvolvimento com respeito e dignidade para uma boa formação moral.

Os métodos de Montessori são considerados uma filosofia de vida, uma forma metodológica de perceber a criança, e trabalhar com ela a partir dela mesma. Assim como Fröbel ela acreditava no desenvolvimento natural da criança,por seu potencial acompanhando seus níveis individuais de desenvolvimento. Desenvolvimentista, assim como Frobel e Pestalozzi, Maria Montessori valoriza a sala de aula como um ambiente de liberdade e sem rigidez. Slas postas com cadeiras enfileiradas uma a frente da outra impedem a socialização e distancia dos professores. Os conteúdos a serem desenvolvidos em sala não são de um livro só,mas de pesquisa em biblioteca.A atenção ao aluno como único é uma de suas maiores afirmações.

Jhon Dewey

É o nome mais forte da corrente denominada pragmatismo (instrumentalismo). Para Dewey, as idéias só tem importância se servirem de instrumento para resolução de problemas.Defendia a democracia e a liberdade de pensamento como instrumento para maturação emocional e intelectual das crianças. Na esscola os conteúdos devem ser apresentados em forma de questões, mas sem dar respostas ou soluções prontas. O filósofo argumenta que deve-se também favorecer o ambiente de cooperação e compartilhamento de experiências.A escola deve ser uma sociedade em miniatura, apresentando de forma mais simplificada para depois entender o  complexo.Dewey ressaltou a capcidade de pensar dos alunos e, influenciado pelo empirismo, criou a Escola -laboratório destacando a importância da teoria acompanhada da prática.

Gramsci

 Dedicou-se à interpretação e continuidade do trabalho de Marx. Acreditava que o poder seria tomado por aqueles denominados intelectuais e pela escola.Estudou sobre a relação de domínio de uma classe social sobre um conjunto da sociedade (hegemonia),sendo o domínio caracterizado por dois elementos: força composta por instituições políticas e jurídicas - aparato policial, e consenso formado pela cultura, liderança ideológica, valores morais e regras. A escola é um espaço de formação do intelectual orgânico. Gramsci diferencia os intelectuais como tradicionais comprometidos com a tradição e cultura dominante, e Intelectuais Orgânicos que buscam criar e fomentar a consciência enter os membros da classe a que pertencem. 

Fonte: Revista NOVA ESCOLA- Ed. Abril -2011 (http://revistaescola.abril.com.br) /
Conhecimentos pedagógicos para concurso público (Ed.GranCursos)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A formação do caráter humano





Já dizia Sócrates “conhece-te a ti mesmo”... Até que ponto você se conhece?

Até onde você conhece o outro? Mas como conhecer o outro sem antes se conhecer?

As perguntas comuns –e muitas vezes inconscientes- não são raras, mas, feitas constantemente a nós mesmos: “Como cheguei até aqui?” “Porque sou assim?”

O desenvolvimento de uma pessoa se dá numa construção progressiva em que ocorrem fases onde predominam aspectos afetivos, e cognitivos.

Cada fase tem suas particularidades, depende do ambiente em que vive e estão diretamente ligadas aos hábitos, aos exemplos percebidos pela criança e as oportunidades dispostas para interagir com o espaço que vivem.De acordo com alguns pesquisadores,o ser humano tem cinco estágios de desenvolvimento.Cada qual com sua especificidade. O primeiro, “impulsivo-emocional”, que abrange o primeiro ano de vida, cuja ênfase é a emoção (predomínio afetivo); o “sensório-motor e projetivo”, que vai até o terceiro ano, quando o interesse da criança se volta para a exploração sensório-motora do mundo físico (predomínio cognitivo). O do “personalismo”, que cobre a faixa dos três aos seis anos, cuja tarefa central é o desenvolvimento da personalidade, a construção da consciência de si (predomínio afetivo).

Aos seis anos inicia-se o estágio “categorial”, cuja ênfase recai para os avanços dos progressos intelectuais, dirigindo o interesse da criança para o conhecimento e conquista do mundo exterior (predomínio cognitivo). Por fim, o estágio da adolescência quando a crise pubertária impõe a necessidade de novos contornos da personalidade em função das mudanças corporais, trazendo a tona questões pessoais, morais, existenciais, retomando a predominância da afetividade. Durante todos esses estágios o ser desenvolve comportamentos adecuos às suas etapas. Sabemos que as especificidades vividas por cada criança são a base para a formação de seu caráter e por isso ninguém é igual a ninguém.Devido à interação com o meio ter formado sua personalidade,hábitos condutas etc.

“(...) Pelo contrário, para quem não separa arbitrariamente

comportamento e as condições de existência próprias a cada época do

desenvolvimento, cada fase constitui, entre as possibilidades da

criança e o meio, um sistema de relações que os faz especificarem-se

reciprocamente. O meio não pode ser o mesmo em todas as idades. É

composto por tudo aquilo que possibilita os procedimentos de que

dispõe a criança para obter a satisfação das suas necessidades. Mas

por isso mesmo é o conjunto dos estímulos sobre os quais exerce e se

regula a sua atividade. Cada etapa é ao mesmo tempo um momento da

evolução mental e um tipo de comportamento.” (Wallon, 1995)





A educação que recebi,não é a mesma que meus amigos receberam.Muitas vezes, nem mesmo a que meu irmão mais novo recebeu...Jamais terei a personalidade igual a de outrem.Somos seres únicos e inimitáveis.

O QUE É CARÁTER?

O dicionário Aurélio define caráter como “o conjunto de qualidades (boas ou más) de um indivíduo, e que determinam sua conduta e concepção moral.” A palavra caráter, tem origem grega e caracterizava a marcação em um objeto, usando solidez como o ferro quente ou o talhe em madeira. Ou seja,figura o caráter como algo que aponta uma pessoa, aquilo que a torna inconfundível. É o caráter que torna possível prever as ações e atitudes de uma pessoa. Sabemos o que esperar de uma pessoa quando o conhecemos. O caráter mora na vontade de cada pessoa. No adulto é relativo, pois, ao mesmo tempo em que é variável, é bem resistente a mudanças.

Caráter é o que define a nossa moral. Podemos ter um caráter bem formado, ou não. O caráter perfeitamente formado nos dá firmeza moral, para agir de forma justa mesmo em situações adversas; ele nos faz dizer a verdade mesmo quando não convém; nos encoraja para superar os castigos mesmo sem acreditar que os merecemos; nos permite ser pessoas equilibradas capazes de dominar nossas reações e impulsos para agir pela razão mas também sabiamente com o coração.

A pessoa sem um caráter bem formado é de fácil manuseio. Se deixa influenciar por coisa vã vindas de qualquer um. Quem não tem caráter,não tem convicção própria,não resiste a tentações,e por causa de sua fraqueza está sempre buscando se justificar sem argumentos válidos,com desculpas e sobrevive a socialização custe o que custar,mesmo que seja preciso ser desonesto,injusto,violento.Porém não é assim por escolha própria.

Como o caráter é formado?

A criança nasce sem caráter e vai formando, moldando ao longo de sua vida, como foi descrito anteriormente, de acordo com as experiências e à interação com outros e a partir da resposta interna da criança. Todos nós precisamos pensar refletir e decidir que opção decisiva temos diante de qualquer situação.

A maneira como fomos disciplinados/educados pode ter favorecido ou prejudicado nosso caráter. Se quando uma criança erra agimos severamente, com gritos e xingamentos, ela pode sentir-se ameaçada, temendo pela própria vida; ou pode ignorar uma parte do que você disse, porque percebe que você se alterou. Isso terá um grande impacto nas reações e até quando for um adulto completo,quando errar, ou não conseguir atingir um objetivo, ela sentirá medo, frustração, indiferença, o que atrapalhará muito por impedir que tente sempre começar algo com medo de não conseguir. Se quando você era criança e fazia algo que não fosse correto,seus pais o corrigiam com paciência explicando o motivo de não poder fazê-lo,é provável que você tenha se tornado um jovem não só educado,mas que não tenha medo de errar. Caso não. Não se preocupe. Você pode com essas aulas mudar seus conceitos.

Quem influenciou mais na formação do seu caráter?

Sabemos que nossa personalidade e a formação do nosso caráter foram principalmente influenciadas pelo meio em que crescemos, mas isso, devido às respostas internas que demos a cada situação que vivemos. Porém somos seres em constante transformação, estamos - e devemos estar - sempre renovando nossos conceitos. Se demos respostas irrefletidas quando criança, que nos trouxeram para onde estamos e não estamos satisfeitos, hoje,com essa consciência, podemos mudar totalmente nossa realidade.
Vamos fazer um exercício?




Observe a figura abaixo. O centro representa o número zero e em suas extremidades o número 10. A cada pergunta que você ler, marcará um pontinho na seta correspondente dando nota de 0 a 10 para como está cada área de sua vida. Seja honesto (a) com você mesmo (a).

1. Que nota você dá para o tempo que dedica aos seus amigos e colegas?




2. Que nota você dá para o tempo que dedica a pessoa amada?


3. Que nota você dá para o tempo que dedica a sua família?


4. Que nota você dá para o tempo que dedica a sua formação/capacitação?


5. Que nota você dá para o tempo que dedica a sua saúde/estética?


6. Que nota você dá para o tempo que dedica a sua espiritualidade?


7. Que nota você dá para o tempo que dedica ao cuidado com seus bens materiais?


8. Que nota você dá para o tempo que dedica ao...? (acrescente algo pessoal)




Após marcar todas as setas avaliando as áreas,faça uma linha ligando os pontinhos começando pela seta nº 1 até a nº 8 e observe o que formou.

Essa avaliação chama-se “Roda da vida”. Se você não formou pelo menos uma figura oval,após ligar seus pontos, precisa muito rever seus conceitos quanto ao tempo que dedica para sua qualidade de vida. Quanto mais pontas mais necessidade de atenção.

Após refletirmos sobre o que é o caráter, como ele é formado, e como anda nossa vida,identificamos algumas frentes de ação:

 Trabalhar para transformar o meio, o que envolve as áreas mais precárias que causaram irregularidades na roda da sua vida.

 É necessário criar uma interligação do externo com o interno, ou seja entre você,suas emoções e personalidade e o mundo a sua volta.

 Organize seus dias,distribua seu tempo para a próxima vez que fizer este exercício forme realmente um círculo equilibrado.

 Trabalhe valores, como respeito mútuo, gratidão e sinceridade,e pratique-os, lembrando que se praticados uma , duas ou três vezes, eles se tornarão hábitos que moldarão seu caráter e levará você a uma convivência saudável em qualquer lugar.











“Um pensamento gera um ato.O ato vira um hábito e o hábito molda o caráter.”

(Autor desconhecido)
















































































terça-feira, 14 de junho de 2011

A pedagogia da Autonomia - Paulo Freire


Freire,Paulo.1996.Pedagogia da Autonomia .Ed. Paz e Terra.São Paulo-pag.1-146


O objetivo de Freire neste livro é discutir a prática educativa progressista, abordando temas indispensáveis para o exercício docente na formação do educando.

O autor detalha que não há como você ser um bom professor se não for um bom aluno. Ele destaca que só educa quem se deixa educar criando situações para que a formação aconteça. Deve ser uma constante no educador habituar-se a desenvolver um olhar crítico do mundo e levar o educando a mesma prática. Acontecimento certo quando há envolvimento com a formação. Quando pesquiso,quando questiono,indago inquietamente para investigar o novo, me aprofundo na teoria não para criticar,mas absorver, para que em sala de aula, na vida real do educando seja capaz de gerar pensamentos,relações e reflexões sobre essa realidade,respeitando seu conhecimento prévio gerado por sua correlação com o mundo a sua volta.Pensar e fazer andam juntos.São práticas indissociáveis. Paulo Freire deixa claro que o que faço define quem eu sou, e, se me deixo levar pelas ideologias,me esquivo do pensar certo,rejeitando o novo e vivendo por sistemas de idéias possivelmente errôneas.É mister deixar que o educando em sua curiosidade ingênua,gerada de suas vivências, se supere indo à epistemológica,levando o educando a se   transformar e modificar o mundo a sua volta.Mesmo com uma rigorosidade metódica na inquietação indagadora da criticidade. Somos seres inacabados, portanto não detemos verdade absoluta. Porém,embora quebremos paradigmas,criamos outros para possivelmente serem rompidos.Se a escola não tiver a consciência do ser inacabado,passamos a taxar uns aos outros,como se fossemos perfeitos em nós mesmos.Podemos nos recriar,nos renovar.Nossa cultura predetermina o que devemos ser,mas não significa que devemos nos condicionar ao que nos é imposto.Desconstruo  meu legado para produzir outros condicionamentos e posteriormente os superá-los.

Diante disso, Freire destaca a importância de um educador buscar sua formação com qualidade. Um professor sem aprofundamento profissional não consegue ter domínio de sala, nem autoridade. Por isso a necessidade do equilíbrio entre autoridade de professor e liberdade de educandos.Contudo, torna-se necessário desenvolver o respeito mutuo para a formação do saber através da autonomia da responsabilidade por decisões tomadas por si mesmos. Freire aposta que se o aluno exercita sua liberdade autônoma é capaz de dentro do ambiente discernir a prática da teoria.O que obriga o educador a realmente se envolver com o que quer formar determinando ser impossível passar desapercebido diante da turma.O ensino tem de ser coerente com sua vivência.O ofício do educador é eficaz quando leva o aluno a ser sujeito de sua história ,quando inevitavelmente transforma seu mundo.Não se deixando “miopizar” nem se amaciar aceitando “pegar o trem pelo caminho” sem questionar de onde ele veio nem interferir para onde ele pode ir.
A realidade hoje é diferente das idéias de Freire. Mesmo o livro sendo repetitivo, é possível associar encaixando o perfil de escolas que se acomodam com conteúdos ultrapassados não se adaptando à realidade tecnológica.Muitos professores contribuem simplesmente para o equivoco de deixar como está,não se preparam,não se reciclam,vendo o educando somente como objeto de trabalho.A esperança do autor é contagiante e nos leva a realmente acreditar na mudança pedagógica da educação do país.



Experiência e Educação - Jhon Dewey

Dewey,John.Experiência e Educação.Ed.Vozes.São Paulo.2010

(Capítulos 1 a 8 )


Os objetivos de Jhon Dewey neste livro é avaliar os métodos usados em escolas tradicionais e escolas progressistas mostrando as diferenças entre ambas.

No livro Educação e experiência, o autor John Dewey faz uma crítica aos métodos tradicionais de ensino mostrando que a educação de cima para baixo limita a aprendizagem pela ausência de sua idéia de pragmatismo,em que para se obter\repassar uma conhecimento eficaz torna-se necessário a participação do educando em seu processo de desenvolvimento .O que não acontece quando se tem a idéia de que o professor é o único detentor do saber. Dewey expõe sua teoria afirmando também que é impossível não aprender se não houver a experiência.Porém experiência pode educar e deseducar .A experiência que educa é a que o educador motivado por sua renovação de verdades, envolve emocionalmente seus educandos no conteúdo.Ao ponto de viverem o que estão aprendendo, aprenderem melhor através de suas vivencias, e, assim ,motivá-los,deixando-os envolvidos, instigando-os ainda mais a buscar renovação de conhecimento. Pratica impossível quando não há um envolvimento entre educador e educando,trazendo experiências que impedem a continuidade ao conhecimento,quando os métodos mais inibem a criatividade da criança que desenvolvem o interesse.O Dr. Dewey, cita a liberdade assistida como forma de aprender aplicando o livre-arbítrio de espaço e autonomia no desenrolar da interdisciplinaridade prática, em que, através da envoltura de seus educandos com atividade proposta, o educador obtém o domínio do ambiente educativo.Sem imposições ou regras extremas de comportamento. Para tanto, torna-se necessária haver um propósito para aprender. Ter uma noção do porque é preciso observando sua realidade e onde se pretende chegar. Nos capítulos podemos perceber ainda a importância de estarmos desligados a verdades preestabelecidas. Principalmente quando se trata de desenvolver a aprendizagem cognitiva ou social de um indivíduo. Mesmo a educação tradicional sendo obsoleta em que já mesmo no rótulo dados de aluno aos “passivos de aprendizagem” em que significa sem conhecimento,não por sua vez totalmente descartável.Porém,sem experiência não há aprendizado eficaz.

O que é mais fácil: segurarmos verdades herdadas repassando a indivíduos mudos e passivos e continuarmos no comodismo de uma educação bancária de forma vertical,ou pesquisarmos a fundo formas de envolve-los no conteúdo empenhando-nos a renovar nossas idéias de ensino, elaborando conteúdos dinâmicos que leve as crianças a serem sujeitos de sua próprias história, ao ponto de perceberem que não há como seguir sem romper um pouco mais a sua curiosidade?

O que mais nos motiva a estudar sobre as idéias do autor é que ele nos lembra que é possível haver liberdade com disciplina. Que podemos desenvolver atividades com domínio do ambiente e coordenação de conteúdos do currículo, baseados na continuidade da vivencia passiva e ativa do educando que intera-se com o outro, somando e dividindo informações por meio das práticas pessoais, embora ainda estejamos num sistema arcaico de educaç

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Por necessitarem de cadeiras para se locomover foram impedidos de aprender,ir à escola?








O fato de estar faltando uma pétala fez com que essa margarida deixasse de ser uma linda flor?








Todos continuam sendo quem nasceram pra ser,a diferença, é simplesmente o que nos permitimos sentir ao olhar pra eles...


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A filosofia da educação:

Examinar a realidade,o “porquê tudo é assim” é o início da descoberta. O pensamento filosófico vai além do que já é, inicía-se pelos resultados do questionamento do pensamento científico,é examinador e meditante que busca questionamentos às próprias questões.


Fazer surgir uma criticidade em um ser depende muito curiosidade individual.A criança por si só já nasce questionando.A fase do “por que?” É a melhor oportunidade de levá-la a desenvolver pensamentos em que não se conformem com uma simples resposta como “porque sim”.
A prática de ensinar deve refletir sua finalidade.

Deve analisar o porquê de fazer.Ou seja,passear entre a lógica da ação e a prática da ação.
A forma correta de pensar não aprendemos em um curso.É formada na relação educador e educando.
Questionar as práticas pedagógicas atuais na escola, na comunidade e a forma de vida dos alunos ,torna-se cada vez mais necessário e mostra a necessidade de inovação do sistema de educação.
Porém, o ato de  refletir deve vir paralelo à prática, será inválido,as práticas devem ser abrangentes e produzir resultados.Pois de que adianta somente pensar no problema e não encontrar solução?
A filosofia da educação é realizada com o auxilio de quatro práticas metodológicas em conjunto.

Práticas  metodológicas da filosofia da educação
Prática crítica ,em que avalia há teorias de interesse individual de um grupo em textos e artigos publicados.
Prática terapêutica que foca os problemas levantados e aperfeiçoa os textos, prática utópica discute o que realmente pode ser útil nas ações pedagógicas e confronta com o objetivo de avaliar se pode ou não ser aplicado para melhorar as práticas pedagógicas,e prática redescritiva, que reescreve os textos Pedagógicos,reavalia as praticas pedagógicas e redefine os sujeitos envolvidos nessas práticas para uma melhor possibilidade de criar novas ações e restabelecer mudança na educação.
O conhecimento como forma de se libertar...

Cada ser entende a realidade de maneira individual.
Cada um tem a visão de sua realidade.O homem vive preso em seus próprios conceitos sem muitas vezes se questionar o por quê.Entender que não somos donos de “nossos” atos e pensamentos não é tarefa fácil,mas um pensamento questionador.
Viver com uma só verdade é se privar do conhecimento , é perder a oportunidade de descobrir se nossas percepções são realmente a realidade.E isso só pode ser possível através da educação, da busca pelo conhecimento da desconstrução do que se vê como verdadeiro dando lugar à revelação das coisas ocultas .
A busca pela nova realidade é a formação que deve acontecer por toda a vida do educando.Ao descobrir o novo ele transforma tudo a sua volta para se adaptar a ela e continuar a construir o seu mundo baseado naquilo que agora crê ser a sua realidade.

Sugiro como ilustração assistir o vídeo seguindo o link:  http://www.youtube.com/watch?v=M-bN742UDb0

Aprendizagem um processo complexo
Em uma comparação do aprendizado em sala com uma panela de pipoca, um texto de Rubem Alves  mostra a possibilidade de haver diferenças de níveis de  aprendizado.
Existe a possibilidade de algumas crianças apresentarem mais dificuldades ao mesmo tempo que outras tenham mais facilidades para aprender.
No texto podemos entender com a ilustração que pipocas são as crianças que  se desenvolvem mais e piruás as que têm um pouco mais de dificuldades.
A lógica é deixar claro que em uma sala de aula embora seja exposto à todos da mesma forma,não será incomum que o conteúdo não venha ser absorvido com a mesma “qualidade” por todos por cada aluno possuir vários fatores que envolvem o contexto de sua vida,determinando portanto que a aprendizagem é
um processo complexo.

O pensamento complexo

Para conhecermos o todo precisamos examinar as partes,a complexidade está em tudo a nossa volta e existem algumas complexidades possíveis de criarmos um raciocínio linear.,porém quando se trata de assuntos voltados para a forma como as pessoas pensam,o que sentem,como se comportam,não é possível termos esse raciocínio linear.
O pensamento complexo não se detém apenas no que deve ser questionado ou no que deve ser pensado,mas na descoberta,no que há após a quebra de paradigma,no “pra quê” foi impugnado.
Relacionando à aprendizagem, há um motivo,existe uma razão pela qual ele deve ser detida.
Isso caracteriza uma série de elementos chamados de percepção, atenção, e memória que juntam-se para formar o sistema complexo da aprendizagem.

As ciências cognitivas
Aprender é algo típico da espécie humana.Faz parte de seu organismo adquirir  conhecimento.O cérebro está condicionado a esse fato.Porém, não se aprende somente com o cérebro,nem somente na escola,mas em toda parte e durante toda existência.Mas a necessidade de conhecimento, embora inata, é puramente biológica.Por isso,não há como separar a busca pelo conhecimento e sua função biológica bem como social,pelo fato de a humanidade ser moldada pela cultura a qual pertence.Essa analogia nos ireciona para a relação corpo e mente,desenvolvimento Físico e racional e, automaticamente, social e cultural.
Portanto o homem transforma e interage com o meio transformando a si mesmo.
As ciências cognitivas fazem parte do estudo da aprendizagem por levantar questões do conhecimento,a natureza do conhecimento,a sua origem e sua dinâmica.Teve início em 1948 com o objetivo de discutir sobre como o sistema nervoso central controla o comportamento,desenvolvendo uma comparação entre o computador e o cérebro humano.
Para acrescentar sugiro a leitura de um texto de Adriano Pasqualotti “O cérebro e o computador” :
http://usuarios.upf.br/~pasqualotti/contemporaneos.htm

O nosso sistema nervoso e o processo de aprendizagem
Segundo o filósofo e poeta Bachelard o conhecimento simboliza a realidade,por isso exige que tenhamos a noção de nossas limitações para que possamos superá-las.

Memória emoção,aprendizagem e inteligência
Com isso,nossa curiosidade não deve ser menor que a vontade de criar,ou corremos o risco de nos equivocarmos em convicções.Ou somente na busca pela realização do material e da auto-ealização.
O conhecimento deve gerar em nós algo mais profundo como uma experiência,não só mudar a nossa visão a respeito de algo.O que gera na verdade são novos conceitos desconstrutores dos já sabidos para com o confronto transformar o saber atual.
E o obstáculo maior é realmente um pensamento fechado, vazado apenas em suas próprias idéias que não permitem mudança.
Temos que focar nossa busca nas hipóteses do real, aproveitar as oportunidades para expandir nossa mente raciocinando sobre o que nós chamamos de realidade.

O sistema nervoso e nossa percepção do mundo.

 




Nossos olhos nos enganam.
Somos prisioneiros do nosso próprio cérebro.
Aquilo que vemos na verdade é a interpretação que nossas idéias fazem e pode não ser realmente o que é de verdade.
Acreditamos somente no que queremos acreditar.
Alguma vez você já viu um tipo de verde e outra pessoa afirmou piamente ser azul?
Que cor você vê nesse esmalte,verde ou azul?

O ato de aprender não é cumulativo.são interligações de informações que vão tomando posições no novas no cérebro.
Percebemos o que no cerca através de nossos sentidos,audição, visão,tato, olfato e paladar.
Porém, o que eu vejo não é necessariamente o que outra pessoa vê.
Da mesma forma temos que ter consciência que nossos alunos não terão a mesma visão sobre determinado assunto.
Nem sempre o que vemos é o correto.
5A1B4 T4MB3M 6UE 0 C0223T0 N3M 5EMP2E É 0 6UE V3MOS.
Mesmo assim interpretamos à nossa maneira.

Se você conseguir ler as primeiras palavras o cérebro decifrará automaticamente as outras…



(3M D14 D3 V3R40), 3574V4 N4 PR414, 0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314.
3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45
3 P4554G3NS 1N73RN45. QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U
7UD0, R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4.
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0,
C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4
C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0. C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40:
G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 ,3 ,M415 C3D0 0U
M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4
C0N57RU1R. M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R! 3N73ND1 6U3 S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0. 0 R3570 3 F3170 D3 4R314.
Nosso cérebro tem a capacidade automática e inata de converter informações para nosso entendimento.Algumas pessoas ao lerem esse “texto” terão maior facilidade que outras.Isso irá depender da sua percepção.


Construímos nosso eu através de nossa história,por isso,nossas memórias não são só lembranças de acontecimentos,mas a construção de fatos que já vivemos e que interpretamos de forma diferente cada vez que a descrevemos.
A memória funciona da seguinte forma:Primeiro,captamos um dado do ambiente,(codificação),em seguida,conservamos a informação em nosso cérebro, (armazenamento) logo recorremos aos dados captados e armazenados ( recuperação).
A codificação funciona de três maneiras: a captação sensorial,que armazena os dados por pouco tempo,porém esses dados passam por uma triagem em que a julga se é um dado importante ou não.esse processo julgamento é feito pelo nosso sistema atencional que pode ou não transformar a memória em longa ou de curta duração.Caso se repita ou envolva emoções intensas essa memória se conservará
a longo prazo a qual chamamos de automatizada.
Sugestão de matéria :
http://scriptorium-virtual.blogspot.com/2008/03/as-crianas-aprendem-tica-imitando-os.html

O aprendizado baseado em memorização, chama-se aprendizagem mecânica ou superficial,pois na verdade não foi aprendido, apenas memorizado e evocado uma vez.Por outro lado,quando nos aprofundamos a respeito do objeto estudado e o associamos às informações que já havíamos detido no cérebro ou sentimos mais afinidade, temos um aprendizado de forma profunda.
A memória desaparece, enquanto a aprendizagem profunda, molda a inteligência.
A inteligência muitas vezes interpretada de forma errônea,pode ser definida também,como a capacidade resolver problemas e aprender com eles.Foi inventado como forma de aferir a inteligência os testes de QI,em que medem o grau de idade mental de crianças parcialmente retardadas para que lhes fossem de direito educação de acordo com suas necessidades.
Porém,os testes não são confiáveis, haja vista que não levam em consideração o contexto de vida como situação financeira e localidade de moradia por exemplo dos testados.
Matéria da revista Super Interessante que discute o tema:
http://super.abril.com.br/cotidiano/brilhantes-natureza-443880.shtml
Na verdade existem pessoas com diferentes tipos de inteligências,ou uma pessoa desenvolve mais um tipo de inteligência que outra. Ser classificado como mais ou menos inteligente também pode prejudicar 
o aprendizado da criança.Porém é possível identificar se tem tendências acadêmicas ou não ainda nos primeiro anos de aprendizagem.
Um vídeo de uma criança considerada incrívelmente inteligente pode ser visto no link:
http://www.youtube.com/watch?v=wqtvNwZr-1o&feature=related
Percebemos que depois de alguns instantes em que está sendo exibida, a menina diz “posso brincar agora?” como se tivesse que fazer um esforço para terminar e só assim poder brincar;pergunta onde outra pessoa vai,mostrando, inconscintemente a a vontade de sair.
tudo que ela disse foi memorizado.percebemos que ela não demonstra conhecimento profundo de pouco de tudo que decorou.A vontade da pessoa adulta que estava gravando era exatamente exibir sua capacidade enquanto que a menina queria na verdade olhando o tempo inteiro a sua volta e falando tudo rápido sair e
brincar como criança.
Outra matéria que complementa o tema pode ser vista através do link:
http://super.abril.com.br/ciencia/inteligencia-447711.shtml

Aprendizagem,psicologia,motivação e problemas de aprendizagem
A psicologia e a aprendizagem:
A aprendizagem pode ser estudada pelas quatro escolas psicológicas que são comportamentalista,psicanalista, humanista ou cognitivista.
Comportamentalismo: Dividido em três estágios,estímulo,comportamento e reforço.No comportamentalismo,a aprendizagem se dá através do condicionamento gerado pelos estímulos(Behaviorista).
Psicanalismo:Defende que forças recíprocas estimulam a mente gerando a aprendizagem através também do confronto.A escola deve trabalhar o ego para que emoção e razão controlem a personalidade. Contradiz a visão comportamentalista a autonomia no conhecimento.
Humanismo: Influenciada pela filosofia existencialista do filósofo francês Jean-Poul Sartre e destaca a construção da subjetividade e construção do ser.

Motivação para Aprendizagem:

A motivação pode ser definida como algo que de forma externa leva a uma ação ou comportamento observável.
Quando se deseja a contínua ação positiva de uma criança ,usamos a recompensa, ou seja,o estímulo repetido gera o habito.Quando se deseja anular uma ação indesejada usamos a punição.
Na psicanálise, a motivação está ligada a saciedade de necessidades como fome, sede,
sexo,etc..Para Freud,fenômenos inconscientes como sonhos,podem influenciar na motivação.
Os psicólogos afirmam que a criatividade é motivadora de descobertas.
Sabemos que há motivações que contribuem para uma boa aprendizagem e outras que atrapalham. Podemos citar alguns por exemplo: envolvimento emocional do aluno com o objeto estudado,ansiedade,necessidade de exploração e descoberta.
Esses fatores são os responsáveis por gerar uma aprendizagem superficial ou profunda.
Nosso foco como educadores deve ser acima de tudo o aprendizado em si,não só os resultados.

Como se aprende e a questão dos “problemas da aprendizagem”

Para aprender,é necessário desestruturar conceitos e agregá-los a novas idéias, ou seja, criar conflito de idéias existentes com novas idéias,por esse motivo alguns problemas podem surgir.
Como educadores cabe a nós estudar esses problemas e busca estratégias para exaurí-los e evitá-los.
Se a organização dos planos pedagógicos e de aula não levarem em conta o contexto de vida do aluno e não forem voltados à sua realidade,se não houver participação desses alunos no desenvolvimento destes,situações geradoras de problemas serão inevitáveis.A participação do aluno na aula é determinante ao seu aprendizado.
A tempos o professor era visto como o detentor do saber.Sabemos que isso é um conceito arcaico.Ensinar a partir do que já se sabe é bem mais prático. O aluno que questiona, que argúi e expõe seu ponto de vista cresce no aprendizado e auxilia o mesmo aos alunos a sua volta bem como muitas vezes o professor.
Como disse Paulo Freire, “Não há saber mais,ou saber menos.Há saberes diferentes.”

Hábitos de estudo e desenvolvimento da expertise.

Expertise pode ser caracterizada como uma habilidade particular de desenvolver bem uma tarefa específica de um domínio.
Pessoas que possuem a expertise,dedicam-se aos estudos de forma intensa se responsabilizando pelo seu aprendizado,levando-se a atingir altos níveis de conhecimento e domínio das tarefas para isso.Para tanto essas pessoas criam estratégias disciplinadas para atingir suas metas de forma eficaz.


CONCLUSÃO

Só sabemos o que tem por trás do muro quando nos aventuramos a derrubá-lo,e acomodar-se atrás dele é limitar-se, definhar na prisão de uma convicção e não dar importância ou valorizar as possibilidades vivendo com uma única certeza, sem a grande aventura do questionar, rejeitando a autêntica capacidade humana de pensar,pensar sobre o que já foi pensado e pensar em como e por que está pensando.
É importante aprendermos sobre como aprendemos.As ciências cognitivas me ajudaram a entender melhor o processo cerebral,as habilidades produzidas pelo sistema nervoso e o processo de ensino e aprendizagem. Conhecendo a evolução cognitiva da criança em sua pré-aprendizagem e a constituição do conhecimento necessário será inevitável chegar ao desenvolvimento desejável.