domingo, 18 de abril de 2010

COMO ORGANIZAR A BIBLIOGRAFIA E FAZER CITAÇÕES:


BIBLIOGRAFIA:
NO FINAL DUM TRABALHO ACADÉMICO, DEVEREMOS APRESENTAR A BILBLIOGRAFIA (listagem de obras consultadas) 

Esta listagem deve ser colocada por ordem alfabética, a partir do último nome do autor.

1.Sequência da entrada bibliográfica
AUTOR-DATA-TÍTULO DO LIVRO-TÍTULO DO ARTIGO-TÍTULO DO JORNAL-VOLUME-PÁGINAS-LOCALIDADE-EDITORA-DIVERSOS.

nota: devemos seguir esta ordem, contudo, consoante as pesquisas feitas, altera-se para:

PARA LIVROS CONSULTADOS:
Autor. (Ano). Título do livro. Localidade: Editora. COELHO, J. P. (1969-1971). Dicionário de literatura: literatura portuguesa. Vol. 2. Porto: Figueirinhas.


PARA ARTIGOS CONSULTADOS:
Autor. (Ano). Título do Artigo. Título do Jornal. Data. Páginas.

CRATO, Nuno. (2004, 20 Março). Primavera em Constância. Expresso: Actual, 38-40.
ARTIGOS DE ENCICLOPÉDIAS:

Autor. (Ano). Título do Artigo. In Título da Enciclopédia. (Volume, Páginas). Localidade: Editora.


MURCHO, Desidério. (2001). Regras da dedução natural. In Enciclopédia de Termos Lógico-Filosóficos. (Vol. 1, pp. 630-634). Lisboa: Gradiva.
 
PARA INTERNET PESQUISADA:
Autor. (Ano). Título do Artigo. [Consultado em] Data, [No website] Site. [Website:] URL do site


CRATO, Nuno. (2003). O eduquês e a pedagogia romântica nunca existiram (Jornal de Letras, 27/11/2003). Consultado em: 14-01-2005. No site Personal Links and Documents (Homepage). Website: http://pascal.iseg.utl.pt/~ncrato/Recortes/EduquesNuncaExistiu.htm

NOTA: Sempre que copiamos ou referimos ideias de outros autores devemos identificar tudo como CITAÇÕES que, na lista de BIBLIOGRAFIA, deve ser referido de forma completa.


2.Citações com menos de quarenta palavras:
 
É feita dentro do próprio texto que estamos a escrever; usando ASPAS, devemos indicar o AUTOR, ANO, NÚMERO DA PÁGINA. Vejam o seguinte exemplo:


Mendes (2003) informa-nos que em "1536, a Bula Apostólica do Papa Paulo III estabelece definitivamente em Portugal o Tribunal do Santo Ofício" (pp.3). 

A autora descreve-nos como em "1536, a Bula Apostólica do Papa Paulo III estabelece definitivamente em Portugal" (Mendes, 2003, pp.3) o Tribunal da Inquisição, mas sem nos informar das custos políticos de tal decisão.

É feita dentro do próprio texto que estamos a escrever; usando ASPAS, devemos indicar o AUTOR, ANO, NÚMERO DA PÁGINA. Vejam o seguinte exemplo:


Mendes (2003) informa-nos que em "1536, a Bula Apostólica do Papa Paulo III estabelece definitivamente em Portugal o Tribunal do Santo Ofício" (pp.3).


A autora descreve-nos como em "1536, a Bula Apostólica do Papa Paulo III estabelece definitivamente em Portugal" (Mendes, 2003, pp.3) o Tribunal da Inquisição, mas sem nos informar das custos políticos de tal decisão.


É feita dentro do próprio texto que estamos a escrever; usando ASPAS, devemos indicar o AUTOR, ANO, NÚMERO DA PÁGINA. Vejam o seguinte exemplo:



Mendes (2003) informa-nos que em "1536, a Bula Apostólica do Papa Paulo III estabelece definitivamente em Portugal o Tribunal do Santo Ofício" (pp.3).


A autora descreve-nos como em "1536, a Bula Apostólica do Papa Paulo III estabelece definitivamente em Portugal" (Mendes, 2003, pp.3) o Tribunal da Inquisição, mas sem nos informar das custos políticos de tal decisão.

3.Citações com mais de quarenta palavras:

É feita fora do texto que estamos a escrever, criando-se um "BLOCO DE CITAÇÃO" numa LINHA ABAIXO, com uma tabulação avançada de CINCO ESPAÇOS e SEM ASPAS.

EXEMPLO: Mendes (2003) declara o seguinte:
Porém, o edifício tinha dimensões reduzidas para a função que lhe estava atribuída, como se pode deduzir pela correspondência trocada entre D. João III, O Cardeal D. Henrique, Inquisidor Geral do Reino (1539-1580), e a Câmara de Évora, sugerindo ao Rei a mudança dos açougues para outro local, e a integração do templo romano no Tribunal do santo Ofício. (pp.3)



Estas recomendações seguem a norma internacional APA Citation Style :

Internet pesquisada:

JESUS, Luís Palma de, FAZER BIBLIOGRAFIAS E CITAÇÕES. Consultado em 04-11-2009, 23:00.

No site: http://www.geografismos.com/textos/bibliografias.htm


BOM TRABALHO!!
 

A influência grega na ética medieval e suas características

O período da ética medieval é revelado por um conjunto de crenças que adotam concepções teológicas. É marcado pela religiosidade das escolas Patrística e Escolástica. A ética era ditada pela igreja católica que empregava argumentos de Aristóteles e Platão para refazerem seus dogmas para os limites da vida cristã e exaltava o cristianismo evidenciando o relacionamento do homem com Deus como filosofia de vida, tendo o mesmo que submeter-se a Sua perfeita vontade, renunciando a própria e inculcando a idéia de igualdade entre os homens. Afirmava que a vida proveniente do homem não era natural, mas sobrenatural e defendia hipocritamente a igualdade entre homens, independente de sua vida social.

Na escola Patrística (sec. I a VII), uma escola filosófica, destacava-se Santo Agostinho, seguidor de idéias platônicas que pregava a espiritualidade de dois aspectos: o homem é composto de alma e corpo, vive na dicotomia de material e espiritual. Santo Agostinho, com o pensamento apostolado de que é necessário crer para entender - ou seja,quanto mais fé,mais verdade - afirmava que o homem crendo, exercitaria a fé que o levaria a compreensão e o induziria à razão, revelando assim, a prática da verdade. Porém, indo de encontro às idéias de Platão afirmava a individualidade da alma humana na experiência com o mal e a liberdade, e que o amor é a essência da vida moral. Com o surgimento da filosofia Escolástica, (sec.VIII a XIII) destacavam-se os axiomas de São Tomás de Aquino, seguidor dos pensamentos aristotélicos no final da idade média, alegando que a felicidade é decorrente da experiência individual com Deus. Defendeu a contraversão dos pensamentos agostinianos alegando a necessidade de antes compreender. Ou seja, o que nos leva à fé é a razão, o conhecimento nos leva à verdade, a forma de chegar até Deus é através do conhecimento. Afirmava ainda, que fé é efeito da carência humana e a caridade é o que nos aproxima de Deus.
Na época em que vivemos a ética tem sido muito discutida, porém pouco praticada. O âmbito da sociedade atual tem sido o capitalismo, o consumismo e o individualismo.A corrida pelo “ter” tem se sobreposto ao “ser”. E o que dizer da ética em relação à religiosidade?Se antes havia a pressão por uma igreja dominante, hegemônica, hoje, o homem fundamenta a sua fé no que uma igreja pode oferecer, mesmo tendo passado pelo “eu - comigo mesmo”, o que favoreceu a amortização da crença de interposição entre homem e Deus por meio da igreja. Os valores invertidos da sociedade têm instigado o homem à busca de saciar sua carência através de uma religiosidade antagônica.Embora a crença total na divindade suprema ainda persista,o individualismo impera na sociedade e a procura pelo ”meu” se sobrepõe à idéia de “igualdade entre os homens” espargida na época medieval.As virtudes são pouco evidentes entre o ser humano, e o bem e o mal não se discernem um do outro.Os “vícios não recriminados” contribuem para a extinção de um bem comum para um convívio social ,mesmo atuando tão mais intensamente na dicotomia difundida pelas teorias agostinianas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

DICAS DE PORTUGUÊS:"Palavras coringas" II

O verbo COLOCAR é outro caso de uso excessivo de palavras e merecem muito cuidado  em seu uso quando for necessário escrever um texto que exija mais formalidade, ou mesmo em casos de discurso ou falas mais formais.


Em uma mesa-redonda, certa vez um aluno disse: ”Professor, posso fazer uma colocação?” Imediatamente o professor respondeu: ”Em mim, não!”


Vamos observar alguns exemplos que comprovam o empobrecimento do nosso vocabulário devido ao uso exagerado do verbo COLOCAR:


1. O soldado não quis colocar a farda.
2. É preciso colocar mais sal no feijão.
3. O médico foi obrigado a colocar uma sonda.
4. Ele decidiu colocar o anúncio no jornal.
5. Eles não querem colocar os quadros nesta parede.
6. Para não cair, precisou colocar as mãos nos ombros do colega.
7. Os ladrões pretendiam colocar o dinheiro roubado na lixeira.
8. É necessário colocar em prática todas as suas idéias.
9. É bom não colocar essa palavra no texto.
10. O diretor pediu a palavra para colocar suas idéias.

Antes de continuar lendo o restante do artigo, releia  do 1 ao 10 substituindo o verbo colocar por outros que possam continuar dando o mesmo sentido às frases.Depois verifique se as frases abaixo contém os mesmos verbos usados por você.
Vejamos agora como poderíamos enriquecer-las evitando essa chatice de tanto emprego do verbo COLOCAR:


1. O soldado não quis vestir a farda.
2. É preciso acrescentar mais sal no feijão.
3. O médico foi obrigado a introduzir uma sonda.
4. Ele decidiu publicar um anúncio no jornal.
5. Eles não querem pendurar o quadro nessa parede.
6. Para não cair precisou apoiar (ou pousar) as mãos nos ombros do colega.
7. Os ladrões pretendiam esconder o dinheiro roubado na lixeira.
8. É necessário por em prática todas as suas idéias.
9. É bom não escrever (ou empregar, usar) essa palavra no texto.
10. O diretor pediu a palavra para expor suas idéias.


Depois de todas essas “colocações”, vou tentar "colocar" minha cabeça em ordem. Por ter "colocado' todas as minhas idéias para fora, agora eu posso "colocar" a cabeça no travesseiro e descansar. Estou esperando que você também "coloque" para fora sua opinião através de um comentáro sobre esse artigo, e que "coloque" em prática o que viu aqui: "coloque" sempre outra palavra no lugar do verbo COLOCAR.


DICAS DE PORTUGUÊS :Palavras "coringas".

Você sabia que há palavras que são “coringas”?

São palavras usadas para substituir várias outras. Isso caracteriza pobreza de conhecimento vocabulário,e torna a frase mais imprecisa,e isso é perigoso porque podemos dar várias interpretações.
Sem dúvida a pior de todas é a palavra coisa.
Frequentemente ouvimos alguém dizendo: ”Agora a coisa ficou preta”.


É bem intrigante uso da palavra COISA...Que coisa maravilhosa!Coisa é uma palavra sensacional: substitui qualquer coisa e não diz coisa alguma. É a palavra de sentido mais amplo que conheço... Faltou sinônimo, lá vai a coisa.
Coisa é uma palavra tão versátil que já virou até verbo: ”Eles estão coisando”. Lá sabe Deus o que eles estão fazendo!
Coisa é um substantivo, mas é capaz até de ser usado no grau superlativo absoluto sintético, como se fosse um adjetivo: ”Não fiz coisíssima nenhuma”.


Observe a história seguinte de um fato no Paraná:


Certo fazendeiro fez um empréstimo no banco, hipotecou a fazenda e, um mês depois, morreu. O banco,preocupado,mandou um fiscal à fazenda.Lá chegando,ficou feliz ao ver que tudo corria bem. A viúva trabalhava duro, o dinheiro investido já trazia lucro para a fazenda e o pagamento do empréstimo estava garantido. Ao retornar à sua cidade, o fiscal não teve dúvida e escreveu no relatório que enviaria a seu chefe: ”O fazendeiro morreu, mas o banco pode ficar tranqüilo porque a viúva mantém a coisa em pleno funcionamento”. Lá sabe Deus que coisa é essa!?


Não é difícil perceber que o uso dessa palavra é inadequado em textos mais cuidados e formais.


Dicas baseadas no livro "O português do dia a dia,como falar e escrever melhor".
Autor Sergio Nogueira Duarte da Silva.
Editora Rocco.


terça-feira, 30 de março de 2010

Causas do analfabetismo em jovens e adultos e as principais dificuldades enfrentadas na busca pelo letramento.

O objetivo dessa nota é mostrar alguns passos de uma pesquisa em andamento, cuja principal questão é identificar as causas do analfabetismo em jovens e adultos e as dificuldades enfrentadas pelos mesmos enquanto educandos. Para tanto se fez necessário buscar nos alunos do projeto AlfaSol (Alfabetização Solidária,e Alfabetização Cidadã da Extensão da Universidade Católica de Brasília) em Ceilândia, em parceria com o projeto EDUCS (Educação para a Cidadania e Segurança) da Polícia Militar do DF que funciona na 2ª CIA do 8º BPM em Ceilândia-DF, a resposta para este questionamento. Foram acompanhadas duas turmas, uma de vinte, e outra de dez alunos, com idades entre 18 e 79 anos.
A pesquisa, além de auxiliar o professor a entender melhor o aluno, o levará a desenvolver maneiras de alfabetizá-lo, usando o contexto da vida do mesmo, para uma melhor aprendizagem, e por conseguinte, demonstrar que a realidade vivida pelos adultos não letrados, em sua infância, é a mesma de muitas crianças e adolescentes ainda hoje no Brasil, onde, segundo as últimas pesquisas, atualmente existem mais de 14,1 milhões de analfabetos, e é visto como o país com maior número absoluto de adultos que não lêem nem escrevem na América Latina. A maioria dos alfabetizandos entrevistados é nordestina e carente financeiramente. Por isso, é bem difícil conseguir a conscientização dos responsáveis pelas políticas públicas de que esse é um problema social de nível nacional que pode ser possível resolver. O que na verdade, não deveria ser visto como um peso sobre os ombros dos governantes, haja vista que quando se investe na educação de um indivíduo, cultiva-se um caminho para a melhoria da sociedade e está automaticamente sendo plantada a semente de um ser capaz de desenvolver a possibilidade de crescimento social e econômico da própria nação. Contudo, os problemas na erradicação dessa catástrofe na educação do país, vão além do descaso visível dos responsáveis pela diminuição desses índices. Temos que enfrentar outros obstáculos, como o preconceito pelo ato de freqüentar as salas de aula já em idade adulta. Esse preconceito origina-se na maioria dos casos, das próprias famílias. Alunos com idade acima de 16 anos têm sofrido com a ridicularizarão por estarem em uma sala de aula com “velhos”, e aqueles com mais idade, ao mesmo tempo em que sofrem com a limitação física causada pela idade e desgaste mental, são desacreditados quanto a possibilidade de ainda aprender algo. Ao enfrentarmos esses entraves, percebemos que só a preparação para a leitura e escrita da palavra é insuficiente, sendo necessária a educação psicológica desses alunos. O desenvolvimento como ser humano individual, a conscientização de que são sujeitos capazes de criar e modificar sua realidade e a dos que com eles convivem. O trabalho em sala de aula tem que ir portas a fora, convencendo-os de que podem se tornar cidadãos críticos, com pensamento e visão própria, sem que seja necessário que alguém pense ou fale por eles. O desafio é torná-los parte da sociedade, prontos para lerem também as entrelinhas da vida.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

O que é aprender?Como se aprende?Onde se aprende?
As respostas são várias... A primeira pergunta é relativa e bem fácil de responder"aprender é entender o sentido das coisas,descobrir.A segunda resposta não é muito difícil nem menos comum:"se abrindo ao desconhecido,às experiências,aos sentidos."Mas e a terceira??Quando se trata de educação formal sabe -se que a escola é o ambiente de socialização com outras crianças em que se define a vida em sociedade e inicia-se o letramento.Porém,a escola não é o único local de ensino (ou não deveria ser). A primeira referência de aprendizado da criança deveria ser sua casa,com sua família,onde os princípios,conceitos e valores teriam que ser inculcados e exaustivamente relembrados em seus primeiros anos de vida.
Hoje a família tem se esquivado dessa responsabilidade, a empurrando aos professores, e mesmo assim, em paralelo, eliminando todo o respeito que deveriam ter pelo ofício de professor (a). Os professores têm se desdobrado para serem educadores e muitas vezes pais de crianças que convivem em sala de aula.A ausência da família na busca do "ter", tem os obrigado a ensiná-los a "ser", obrigação essa dos genitores.Os valores e princípios têm sido atropelados dentro de casa,local de suas origens na vida das crianças e adolescentes.A consequência disso é situações de desrespeito e até mesmo violência dentro das escolas.Alunos não respeitam mais seus educadores e pais cobram o resultados dos mesmos afirmando em sua emitente ausência que eles têm a obrigação de ensinar além do plano político pedagógico.
A relação família x escola tem se tornado cada vez mais conturbada e o local dos primeiros ensinamentos tem sido uma grande questão a discutirmos.Então surge a questão:
A quem o sistema atual da educação tem beneficiado realmente?Se antes o importante era o rendimento do aluno para que o mesmo avançasse em sua trajetória letiva, e o respeito ao profissional da educação era primordial, hoje,a imposição de reter o mesmo na série cursada, e os conceitos familiares totalmente mudados, levam os educadores a uma situação de desvalorização que o sujeita a um sistema falho em relação ao verdadeiro objetivo da educação.